Corregedor nacional de Justiça faz balanço de gestão em despedida
A atuação do ministro Mauro Campbell Marques como corregedor nacional de Justiça encerrou-se durante a 12ª Sessão Ordinária de 2026 do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), realizada nesta terça-feira (18/8). Campbell assumirá o cargo de vice-presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ) nesta quarta-feira (19/8).
Em seu discurso de despedida, Campbell destacou sua busca pelo fortalecimento dos mecanismos de controle e auditabilidade do Judiciário, o que, segundo ele, também significa fortalecer a magistratura brasileira. “A magistratura precisa ser respeitada e esse respeito se constrói pela capacidade de suas instituições de reconhecer seus dramas, problemas, desafios e desvios e de estabelecer parâmetros que sejam válidos para todos”.
Conforme o ministro, no biênio de sua gestão (2024-2026), foram realizadas 27 inspeções, que originaram 713 pedidos de providência e 25 correições. Além disso, foram instaurados 34 processos administrativos disciplinares (PADs) e 22 magistrados e magistradas foram afastados de suas funções para apuração de supostas infrações funcionais.
O corregedor informou também que, nesse período, chegaram à Corregedoria Nacional mais de 22 mil novos processos administrativos, enquanto mais de 21 mil foram encerrados; e 65 provimentos foram editados. “Há resultados que não cabem apenas em estatísticas”, destacou Campbell. Ele lembrou, ainda, a realização do Programa Nacional de Registro Civil – Registre-se!, que recebeu mais de 225 mil solicitações de certidões e emitiu mais 119 mil certidões. A ação é dedicada à emissão de certidões de nascimento à população socialmente vulnerável.
O presidente do CNJ e do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, destacou que a melhor imagem que traduz o ministro Campbell é a do dinamismo. “Há nele uma energia permanente para fazer, construir, percorrer caminhos e transformar. Essa força marcou sua trajetória no CNJ e veio sempre acompanhada de um atributo ainda mais importante: o equilíbrio”, afirmou.
Fachin disse também que Campbell exerceu a função correicional com um sentido ético e de atenção às pessoas. “Soube que a Corregedoria deve orientar, antes de punir; prevenir antes de remediar; dialogar, sempre que possível”.
O ministro também ressaltou a atuação do corregedor na pauta da remuneração da magistratura, buscando a integridade na condução do tema; e no programa Novos Caminhos, que ampliou a oportunidade de formação, autonomia e inserção profissional para adolescentes e jovens em acolhimento institucional.
As saudações também foram manifestadas pelos demais conselheiros e conselheiras, representantes da advocacia, das associações de magistrados e magistradas, além da Procuradoria-Geral da República.
Texto: Lenir Camimura
Edição: Sarah Barros
Agência CNJ de Notícias
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