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Com crescimento da população idosa, CNJ reforça políticas de proteção e acesso à Justiça

O Brasil está envelhecendo rapidamente. Hoje, as pessoas com 60 anos ou mais representam 16,6% da população brasileira — cerca de 35,2 milhões de cidadãos. Dados pulgados em 2025 por uma pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, em pouco mais de uma década, a população idosa cresceu 53,3%, passando de 22,2 milhões em 2012 para 34,1 milhões em 2024. Esse cenário reforça a necessidade de ampliar ações voltadas à garantia de direitos, à inclusão social e à proteção das pessoas idosas. O tema ganha ainda mais relevância em junho, mês marcado pela campanha Junho Violeta, que busca reforçar a conscientização e o enfrentamento da violência contra essa parcela da população. Celebrado em 15 de junho, a data foi instituída pela Organização das Nações Unidas (ONU) para alertar sobre violações de direitos que, muitas vezes, acontecem de forma silenciosa. Entre elas, estão agressões físicas e psicológicas, violência patrimonial e financeira, além de situações de negligência e abandono. Atuação do CNJ OConselho Nacional de Justiça (CNJ) tem ampliado iniciativas voltadas à promoção e à defesa dos direitos desse público. Um dos principais avanços foi a criação da Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades, instituída pela Resolução CNJ n. 520/2023. A norma estabelece diretrizes para ampliar o acesso à Justiça, qualificar o atendimento prestado pelo Poder Judiciário e fortalecer a proteção integral dos direitos das pessoas idosas. A política também reconhece suas interseccionalidades, que inclui a perspectiva com base em fatores como gênero, raça, deficiência, orientação sexual, condição socioeconômica e localização geográfica, aspectos que podem intensificar situações de vulnerabilidade ao longo do envelhecimento. Entre as ações previstas estão a promoção da acessibilidade, o incentivo ao atendimento humanizado, a capacitação de magistrados e servidores e o fortalecimento da articulação entre o Judiciário e a rede de proteção social e de direitos humanos. A iniciativa também prevê o fortalecimento do Comitê Nacional da Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades, além da disseminação de boas práticas nos tribunais e do incentivo a medidas que promovam autonomia, dignidade e participação social. Essas ações contribuem para prevenir e enfrentar diferentes formas de violência, garantindo respostas mais efetivas às demandas da população idosa. “O envelhecimento da população não é um desafio do futuro, mas uma realidade do presente”, destacou Noêmia Porto, conselheira do CNJ, que assumiu a supervisão da Política Judiciária sobre Pessoas Idosas e suas Interseccionalidades. Em artigo de sua autoria pulgado na imprensa, ela questiona que país estamos construindo para quem envelhece. Além disso, ela reforça a importância da campanha Junho Violeta, destacando a atuação do Conselho sobre o tema e defendendo que o Judiciário adote uma agenda permanente de proteção e garantia de direitos das pessoas idosas. Neste Junho Violeta, o CNJ reafirma seu compromisso com a construção de uma sociedade que respeite o envelhecimento, valorize a experiência de vida das pessoas idosas e assegure a elas o direito de viver com dignidade, segurança e sem violência. Texto: Thaís Oliveira e Luiza Malaguti Edição: Juliana Affe Revisão: Geovana Lima Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 2
24/06/2026 (00:00)
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