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STF confirma decisão que extingue aposentadoria compulsória como punição para juízes

Por unanimidade, a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou nesta terça-feira (30) recurso da Procuradoria-Geral da República (PGR) e manteve a decisão que extinguiu a aposentadoria compulsória como punição administrativa máxima a juízes. Em maio, a Turma fixou que os magistrados devem ser punidos com a perda do cargo em casos de violações disciplinares graves. A Procuradoria-Geral da República recorreu do entendimento da Turma e alegou, entre outros pontos, que a decisão esvaziava a vitaliciedade garantida a categoria. “A garantia não foi criada para proteger o juiz inpidualmente, e sim para proteger a sociedade, que depende de um Judiciário capaz de decidir contra interesses dominantes sem temor de represália funcional”, argumentou. Agora no g1 1 de 1 Sessão da Primeira Turma do STF — Foto: Luiz Silveira/STF Argumento dos ministros Relator do caso, o ministro Flávio Dino afirmou que não encontrou omissão, contradição e obscuridade apontadas pela PGR no julgamento. Ao rebater a tese da Procuradoria de que o Supremo não deveria ser o órgão responsável para processar e julgar a ação judicial de perda do cargo, Dino afirmou que o Supremo tem total competência para analisar esses casos. "Sabemos que o Supremo integra o Poder Judiciário e, ao contrário do que muitos pensam, é um julgamento mais qualificado e protetivo às partes do que outra instância, uma vez que cuida do órgão de cúpula", afirmou. "Em momento algum esse julgamento esvazia a vitaliciedade. Muito pelo contrário. Nós discutimos, debatemos aqui. [A decisão] reafirma e fortalece a garantia da vitaliciedade, uma das três garantias para a independência do Poder Judiciário". A ministra Cármen Lúcia afirmou que os argumentos da PGR eram "extremamente frágeis". "Tinha ficado tudo muito bem fundamentado, esclarecido no acórdão [resultado de julgamento]. Não vejo requisitos de embargabilidade". Flávio Dino e Cármen Lúcia também rebateram a tese de derrubada da aposentadoria compulsória atinge a vitaliciedade. Dino afirmou que se "o magistrado estupra, mata e vende sentença, se corrompe, ele não está servindo bem". A ministra reforçou que em situações como essas, o magistrado perdeu o requisito, que vale não só para o ingresso na carreira, mas também para permanecer. Cristiano Zanin também seguiu o voto do relator.
30/06/2026 (00:00)
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