Moraes autoriza hacker de Araraquara a cumprir pena em regime aberto
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou nesta quinta-feira (7) a progressão de regime do hacker Walter Delgatti Neto para o aberto. Conhecido como o "hacker de Araraquara", Delgatti cumpria pena em regime semiaberto após ser condenado por invasões a sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A decisão de Moraes atende a um pedido da defesa e contou com parecer favorável da Procuradoria-Geral da República (PGR). Walter Delgatti Neto foi condenado, ao lado da ex-deputada Carla Zambelli (PL-SP), em um processo que apurou a inserção de dados falsos e a invasão de dispositivos informáticos do Poder Judiciário entre 2022 e 2023. Somadas, as penas de reclusão e detenção de diferentes processos, sua condenação definitiva atual totaliza mais de 7 anos. Vídeos em alta no g1 Para conceder o benefício, Moraes considerou que o detento preencheu os requisitos objetivo, o tempo de cumprimento da pena, e subjetivo, o bom comportamento, exigidos pela Lei de Execução Penal. Delgatti, que tem 36 anos, cumpriu, até o momento, 2 anos, 9 meses e 3 dias de sua pena total. Além disso, o hacker obteve a redução de 100 dias após ser aprovado integralmente no em um exame realizado dentro da unidade prisional. A direção da unidade prisional emitiu certidão atestando o "comportamento ótimo" do hacker. Ele também foi beneficiado por um perdão parcial de 1/5 da pena remanescente, baseado em decreto presidencial de 2025. Apesar da progressão para o regime aberto, o ministro impôs uma série de medidas cautelares e restrições que Delgatti deverá seguir sob risco de regredir para um regime mais rigoroso: uso obrigatório de tornozeleira eletrônica.proibição de sair de casa entre 19h e 6h durante a semana, e recolhimento integral nos finais de semana e feriados.proibição total de utilizar qualquer rede social.demonstração de exercício de trabalho lícito.comparecimento semanal à Justiça para justificar atividades. 1 de 1
O hacker Walter Delgatti — Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado