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5º Fonape: primeiro dia traz experiências internacionais sobre Justiça Restaurativa

O primeiro dia do 5º Fórum Nacional de Alternativas Penais – Fonape reuniu especialistas do Brasil e do exterior para discutir o papel da Justiça Restaurativa na superação da crise do sistema prisional. Depois da participação do ministro Edson Fachin, os debates apontaram a necessidade de enxergar a Justiça Restaurativa não apenas como uma técnica de mediação, mas como ferramenta válida para a porta de entrada da justiça criminal. “A Justiça Restaurativa oferece um caminho de responsabilização que coloca como pontos centrais a segurança, a dignidade e a transformação, em vez de tratar a punição como único horizonte”, afirmou a cientista política jamaicana Leanne Levers, cofundadora da plataforma Dope Black Women. Levers chamou atenção para os limites de uma justiça marcada pela demora por respostas penais que nem sempre produzem um senso de responsabilização real, tanto para a vítima quanto para o agressor. A temática se conecta com o plano Pena Justa, que tem mais de 300 metas para superar a calamidade do sistema prisional brasileiro – sendo a superlotação um dos mais preocupantes. “A Justiça Restaurativa não aparece no plano de maneira periférica, mas como uma iniciativa estratégica de transformação. Não pode ser apenas uma experiência complementar, mas pensada a partir da necessidade de soluções mais adequadas à complexidade dos conflitos penais”, afirmou o juiz auxiliar da Presidência do CNJ e coordenador do Departamento de Monitoramento e Fiscalização do Sistema Carcerário e do Sistema de Execução de Medidas Socioeducativas (DMF/CNJ), Luís Lanfredi. A Justiça Restaurativa precisa ser vista como uma “tecnologia institucional”, como apontou o juiz do Tribunal Regional Federal da 1ª Região Alexandre Teixeira de Freitas Bastos Cunha, para oferecer uma resposta estrutural, como indica o Pena Justa. Ele citou dados do segundo mapeamento nacional da Justiça Restaurativa, segundo o qual 63,6% dos tribunais informaram encaminhamento de casos à Justiça Restaurativa na execução penal criminal. “A Política Nacional de Alternativas Penais, instituída há 10 anos, já incorporava o enfoque restaurativo, mas ainda existe uma lacuna. Precisamos retomar esse percurso de forma estruturada e com capilaridade”, afirmou a diretora de Cidadania e Alternativas Penais da Secretaria Nacional de Políticas Penais, Mayesse Parizi. No âmbito do Pena Justa, ela ressaltou que a proposta é expandir e qualificar experiências já existentes, articulando projetos restaurativos com equipamentos como os Serviços de Atenção à Pessoa Custodiada (APECs) e as Centrais Integradas de Alternativas Penais (CIAPs). As políticas de fomento às alternativas penais, com a expansão de serviços como APECs e CIAPs, o monitoramento do Pena Justa e a organização do 5º Fonape contam com o apoio técnico do programa Fazendo Justiça. Experiências internacionais Nos debates da tarde, especialistas do Brasil, Chile e Singapura compartilharam experiências e desafios comuns na construção de um modelo focado na responsabilização, reparação de danos e no envolvimento de vítimas, infratores e da comunidade. O ministro Joel Ilan Paciornik, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ressaltou que o debate sobre alternativas penais exige reconhecer que o modelo tradicional de punição falhou em cumprir suas finalidades sociais. “Quando olhamos para a jurisdição penal, fica claro que os sistemas ao redor do mundo não estão entregando o que a sociedade espera. Isso, por si só, mostra a urgência de discutirmos alternativas”, pontuou o ministro. Paciornik defendeu que o intercâmbio com outros países é fundamental para que o Brasil construa um novo marco para a Justiça Restaurativa. A pesquisadora Daniela Bolívar apresentou a trajetória do Chile, que começou a implementar práticas restaurativas nos anos 2000. Segundo ela, os avanços mais sólidos aconteceram quando as iniciativas passaram a ser construídas em parceria com as universidades e passaram por avaliações rigorosas. Bolívar também mencionou uma iniciativa do Ministério da Justiça chileno que introduziu a mediação como alternativa à prisão na Justiça Juvenil. Os bons resultados desses pilotos levaram à incorporação da prática na legislação nacional para casos envolvendo adolescentes. Razwana Begum Bt Abdul Rahim trouxe a perspectiva de Singapura, onde a Justiça Restaurativa é vista como uma ferramenta para construir uma sociedade menos punitiva e mais focada na convivência pacífica. “Como somos um país muito jovem e perso, entendemos que as práticas restaurativas precisam estar conectadas a uma mudança de comportamento de toda a nação”, afirmou Razwana. As iniciativas em Singapura buscam tratar os conflitos de forma igualitária, guiadas por três perguntas: quem importa, quando importa e o que importa na situação. “Nós promovemos uma cultura de olhar uns pelos outros, em vez de culpar uns aos outros”, resumiu. Representando o Brasil, a pesquisadora Fernanda Rosenblatt fez uma análise sobre os limites da Justiça Restaurativa no país. Apesar dos avanços nas leis e nas instituições, ela alertou que a prisão continua sendo a principal resposta do sistema de justiça criminal. “A prisão ainda é o sol em torno do qual as alternativas penais orbitam. Enquanto isso não mudar, essas alternativas serão apenas um enfeite”, disse. No último painel do evento, o ministro Reynaldo Soares da Fonseca, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), falou sobre a importância da articulação com a sociedade civil e redes locais para a efetividade da Justiça Restaurativa, que não se realiza apenas no espaço formal do sistema de justiça. Para ele, “essa grande rede permite encaminhar demandas identificadas nos processos restaurativos e construir soluções sustentáveis e contextualizadas à realidade social”. O viés da proteção às vítimas, em especial, “faz parte da identidade restaurativa”, ressaltou Viviane Rebello, juíza auxiliar da Presidência do CNJ. “A Justiça Restaurativa é vivencial, é na prática que ela acontece, e assim cria possibilidade de construções em rede”, afirmou Renato Pedrosa, presidente do Instituto Terre des Hommes Brasil (TdH Brasil). Para ele, a expansão dessa política também depende da formação contínua de facilitadores, capazes de multiplicar práticas e fortalecer vínculos nos territórios. A diretora executiva do Instituto de Defesa do Direito de Defesa (IDDD), Marina Dias, refletiu sobre o cenário da justiça criminal brasileira. Para ela, o país precisa enfrentar de forma profunda as estruturas de poder que “sustentam a punição, o encarceramento e a exclusão”. A dimensão territorial e intercultural das redes de proteção foi abordada por Maíra Pankararu, da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA). Para ela, as vítimas não vivem os conflitos de forma isolada, mas inseridas em territórios marcados por desigualdades históricas, violações de direitos e relações específicas com a comunidade, a terra e o Estado.No caso das mulheres indígenas, Maíra destacou que a atenção à vítima precisa considerar essas “dimensões que ultrapassam a resposta inpidual ao conflito”. Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 8
06/05/2026 (00:00)
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