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STF retoma nesta quinta julgamento sobre distribuição dos royalties do petróleo

O Supremo Tribunal Federal (STF) retoma, nesta quinta-feira (7), o julgamento das seis ações que tratam das regras de distribuição, entre os estados e municípios, dos recursos resultantes da produção do petróleo. 1 de 2 Julgamento da lei que modifica distribuição dos royalties do petróleo segue no STF nesta quinta-feira (7) — Foto: Jornal Nacional/ Reprodução O tema volta à pauta com o voto da ministra Cármen Lúcia, relatora dos processos. Na sequência, devem votar os demais ministros. O caso começou a ser analisado nesta quarta-feira (6). A magistrada apresentou um resumo da tramitação das ações. Vídeos em alta no g1 Na sequência, os ministros ouviram os argumentos de representantes dos governos estaduais. Busca de acordo O tema chegou a ser colocado na pauta em 2020, mas foi retirado a pedido de 17 governadores que buscavam um acordo com o governo federal. No fim de 2022, foi iniciada uma tentativa de consenso. Em 2023, foi enviado, no âmbito da Corte, para tentativas de acordo entre a União e os estados. Processos A Corte analisa as ações que discutem a validade da lei aprovada pelo Congresso Nacional em 2012 que estabeleceu as regras para a partilha de recursos obtidos com a exploração do petróleo — royalties e participações especiais. 🔎Royalties são uma compensação financeira paga pelas empresas petroleiras ao Estado brasileiro pelo direito de extrair petróleo e gás natural no território brasileiro.🔎Já as participações especiais são uma compensação adicional, cobrada apenas de campos de petróleo e gás com grande volume de produção ou alta rentabilidade. Ex-diretor da ANP: O mais importante é definir o que são os royalties do petróleo A proposta foi vetada pela então presidente Dilma Rousseff. Posteriormente, os parlamentares derrubaram o veto e restabeleceram a lei. Ação do RJ O estado do Rio de Janeiro entrou com uma ação no STF alegando que a lei é inconstitucional e, no início de 2013, a ministra Cármen Lúcia concedeu uma liminar que suspendeu os efeitos da lei e manteve as regras que estão em vigor até hoje. O tribunal também recebeu ações de outros estados produtores, como Espírito Santo e São Paulo. A questão envolve saber se a norma em debate está de acordo com a Constituição. Os estados não-produtores de petróleo defendem que a lei é constitucional, já que reordena os critérios de distribuição de receitas de forma alinhada com os objetivos constitucionais de redução das desigualdades regionais. 2 de 2 Julgamento no STF sobre royalties do petróleo preocupa o Norte do RJ — Foto: Arquivo Inter TV Impactos Uma eventual mudança na legislação teria impacto principalmente para o Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo, principais estados produtores de petróleo. 💰Um estudo da Federação das Indústrias do Rio mostra que o estado e seus municípios perderiam R$ 21 bilhões por ano em royalties e participações especiais. Redistribuição Segundo a regra atual, a União recebe em torno de 30% do total de royalties. Se a lei de 2012 entrar em vigor, esse percentual cairá para 20%. A parte destinada a estados e municípios produtores de petróleo cairia de 61% para 26%, depois de um período de transição de sete anos. Já o Fundo Especial, destinado a estados e municípios não produtores, subirá de 8,75% para 54%. As parcelas das participações especiais também mudariam: ▶️União passaria de 50% para 46%;▶️Estados e municípios produtores de 50% para 24%;▶️Estados e municípios não produtores, que hoje não recebem nada, passariam a receber 30%.
07/05/2026 (00:00)
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