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Adoção: CNJ lançará aplicativo para fortalecer busca ativa de crianças e jovens

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) vai lançar, no Dia Nacional da Adoção (25/5), o aplicativo A.DOT SNA para todo o país. A busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) já funciona em âmbito nacional e reúne informações sobre crianças e adolescentes com mais dificuldades de conseguir uma família, como crianças mais velhas, adolescentes, grupos de irmãos e crianças com deficiência ou necessidades específicas de saúde. Agora, essa iniciativa passa a contar também com um aplicativo próprio. Primeiro aplicativo de adoção do Brasil, o A.DOT foi originalmente desenvolvido em 2018 pelo Tribunal de Justiça do Paraná (TJPR) e pelo Instituto A.DOT. Com apoio do Programa Justiça 4.0, a ferramenta foi repensada e aprimorada para incluir crianças e adolescentes de todo o país e ampliar as possibilidades de adoção. “O A.DOT SNA foi desenvolvido para ampliar o acesso qualificado à informação e fortalecer a proteção integral no campo da adoção e do acolhimento. Esse sistema expressa uma forma de atuação que valoriza a cooperação federativa, o trabalho técnico, e o compromisso com os direitos fundamentais. Cada funcionalidade nele, carrega uma responsabilidade, cada informação acessada representa uma história, uma expectativa e um futuro possível”, afirma o presidente do CNJ, ministro Edson Fachin O aplicativo integra a busca ativa do Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) em uma plataforma segura e acessível, que aproxima pretendentes habilitados de crianças e adolescentes aptos à adoção. A busca ativa do SNA foi instituída pelo CNJ em 2022 (Portaria CNJ n. 114/2022) justamente para os casos em que todas as tentativas de encontrar famílias compatíveis nos cadastros nacionais e internacionais foram esgotadas. Nesses casos, os perfis passam a ser apresentados, em ambiente seguro e restrito, a pretendentes habilitados de todo o país. Com o A.DOT SNA, a expectativa é aumentar ainda mais a visibilidade desses perfis e fortalecer o direito à convivência familiar. Conheça histórias de adoção por meio da busca tiva do SNA Como funciona O acesso ao A.DOT SNA é feito via gov.br, e os interessados podem iniciar o pré-cadastro e acompanhar o processo de habilitação para adoção. Já o uso da busca ativa no aplicativo é restrito a pretendentes habilitados no SNA e a perfis institucionais autorizados do Poder Judiciário e de órgãos competentes. Para proteger as crianças e adolescentes, o uso da ferramenta exige compromisso com a preservação da identidade, da imagem, da intimidade e do sigilo das informações disponibilizadas. Ao navegar pelo aplicativo, os usuários podem conhecer os perfis das crianças e adolescentes disponíveis para busca ativa, com fotos, vídeos curtos e informações essenciais. A inclusão das crianças e adolescentes na plataforma depende de autorização judicial, fundamentada em relatório psicossocial e realizada apenas após o esgotamento das tentativas de localização de famílias compatíveis nos cadastros nacionais e internacionais. O aplicativo também permite que os pretendentes acompanhem a sua manifestação de interesse, com atualizações por e-mail, notificações no próprio app e, em alguns casos, contato telefônico. A proposta é tornar todo o processo mais transparente e acessível para os pretendentes. Atualmente, 1.799 crianças e adolescentes no Brasil estão aptos para a busca ativa. Desde 2019, o SNA viabilizou mais de 33 mil adoções em todo o país. Destas, 1.802 foram realizadas pela busca ativa. Confira os dados completos no painel do SNA. Casa cheia Em um domingo de 2025, Roberta de Hollanda Cavalcanti Corrêa estava navegando no A.DOT quando viu a foto de uma menininha de 2 anos.  Por coincidência, naquele mesmo dia a criança da foto, Alice, fazia aniversário. “Eu fiquei curiosa, cliquei, e estavam lá os quatro irmãos dela também. Só de falar eu me emociono”, conta a empresária. Quando Roberta e o marido iniciaram o processo de habilitação para adotar, indicaram preferência por duas crianças de até 4 anos. Se houvesse irmãos, eles pensariam. Tanto Roberta quanto o companheiro já tinham filhos de relacionamentos anteriores. Ela tinha João Ricardo, de 16 anos. Ele tinha Letícia, de 13. A ideia inicial mudou, e muito, graças ao que viram no A.DOT. “Eu jamais teria pensado em adotar cinco crianças. Mas no A.DOT tinha um vídeo em que o Rafa, o mais velho, contava um pouquinho da história deles. E eu falei: ‘eu quero ser a mãe desse menino’”. Após a manifestação de interesse no grupo de irmãos pelo aplicativo, o processo começou. “A vara entrou em contato comigo no dia 23 de outubro de 2025”, relembra Roberta. Mais tarde, ela descobriu que existia um prazo até 30 de outubro, dali a sete dias, para que uma família disposta a adotar as cinco crianças fosse encontrada. Caso contrário, eles seriam separados. “Se você vir a união deles, eu nem consigo imaginar a dor que seria essa separação”, conta. “Essa é a importância do A.DOT”, reflete. A adoção das cinco crianças foi conversada e incluiu, desde o princípio, os filhos biológicos do casal. Aos receios da irmã pré-adolescente, Letícia, o irmão mais velho, João Ricardo, respondeu: “Se formos sete, imagina se cada um trouxer três amigos aqui em casa, já vai ser uma festa!” Assim, a dupla de filhos virou septeto com a chegada de Rafael (16), João Lucas (10), Manuela (7), Pietro (5) e Alice (2). Hoje, a ideia de ter uma grande festa em casa se materializou. “É uma casa animada”, conta a mãe, rindo. No dia a dia agitado, muito amor. “E não é um amor idealizado, é um amor que você decide amar todos os dias”, diz. Sonho realizado Também em uma tarde de 2025, dessa vez em Brasília (DF), o analista de sistemas Emerson Salles navegava no A.DOT. Naquele dia havia um perfil que ele ainda não tinha visto. A esposa, a professora Wenia Mota, não estava em casa. “Liguei pra ela e falei: você precisa vir pra cá agora, precisa ver isso”. Foi assim que eles encontraram Helena, de 12 anos. O casal, que inicialmente tinha preferência por uma criança de até 6 anos, mudou os planos graças ao A.DOT. “O vídeo faz muita diferença, aproxima da criança. Mesmo que sejam só alguns segundos, você entende quem é aquela criança”, afirma Wenia. Ainda no início do processo de aproximação, em uma chamada de vídeo, Helena contou ao casal que tinha um sonho: ser buscada na escola pelos pais. Quando os dois viajaram para a cidade natal da menina, no Paraná, o primeiro encontro foi surpresa: foram esperá-la na porta da escola, junto das profissionais que acompanhavam Helena. Ao vê-los, ela correu para abraçá-los e, emocionada, perdeu até a força nas pernas. Não era mais sonho. Hoje, os pais têm certeza de que a decisão pela adoção tardia foi a melhor que poderiam ter tomado. “O mais legal é que tem muitas trocas e muitas primeiras vezes”, conta a mãe. “Helena é uma menina doce que, por onde passa, conquista as pessoas. E ela queria muito uma família”, diz. O processo de adoção de Emerson e Wenia é recente e ainda não foi concluído. Mas, quando estiver oficialmente finalizado, eles planejam voltar para o A.DOT: “Queremos adotar novamente”, afirmam. Agora, haverá muitos outros perfis de crianças e adolescentes de todo o Brasil por lá. Sobre o SNA Instituído pela Resolução CNJ n. 289/2019, o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento (SNA) é uma ferramenta tecnológica do CNJ que agrega informações de todos os tribunais de Justiça do Brasil sobre crianças e adolescentes em acolhimento institucional ou familiar e aptos para adoção. Também centraliza os dados sobre as pessoas brasileiras e estrangeiras habilitadas a adotar. Mais que uma base de dados, o SNA é um instrumento que visa garantir o direito fundamental de toda criança crescer em um ambiente acolhedor, seguro e afetuoso. É inspirado na doutrina da proteção integral, prevista na Constituição Federal e no Estatuto da Criança e Adolescente (ECA). O sistema é desenvolvido com o apoio do Programa Justiça 4.0. Programa Justiça 4.0 Iniciado em 2020, o Programa Justiça 4.0 é fruto de um acordo de cooperação firmado entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), com apoio do Conselho da Justiça Federal (CJF), do Superior Tribunal de Justiça (STJ), do Tribunal Superior do Trabalho (TST), do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu objetivo é desenvolver e aprimorar soluções tecnológicas para tornar os serviços oferecidos pela Justiça brasileira mais eficientes, eficazes e acessíveis à população. Texto: Isabela Martel Edição: Ana Terra Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 39
22/05/2026 (00:00)
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