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Ranking da transparência tem 44 tribunais com 100% de cumprimento de exigências

O Ranking da Transparência 2026 registrou que 44 órgãos do Judiciário alcançaram 100% de cumprimento dos itens do levantamento, que verifica a disponibilização de informações ao público. O resultado, pulgado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), supera o do ano anterior, quando apenas 19 órgãos alcançaram este desempenho.   Para a conselheira do CNJ, ministra Kátia Arruda, o dado demonstra o avanço da compreensão do próprio Poder Judiciário sobre a necessidade da sua transparência e eficácia.   “Esse crescimento, portanto, evidencia o fortalecimento de toda uma cultura, a cultura da transparência e demonstra o comprometimento dos tribunais e conselhos com a disponibilização de informações de interesse público em conformidade com as diretrizes estabelecidas pelo nosso Conselho Nacional de Justiça”, comentou a ministra, que preside a Comissão de Gestão e Eficiência Operacional do Poder Judiciário.  Além disso, 89 dos 94 órgãos participantes alcançaram índice de cumprimento igual ou superior a 90% dos itens. O resultado do levantamento foi apresentado nesta segunda-feira (24/8), durante a 2ª Reunião Preparatória do Encontro Nacional do Poder Judiciário (ENPJ). Nesta edição do Ranking da Transparência, todos os órgãos do Judiciário foram avaliados em seis categorias: Justiça Estadual; Justiça Federal; Justiça do Trabalho; Justiça Militar Estadual; Justiça Eleitoral; e Tribunais Superiores e Conselhos.   A avaliação é baseada em 83 questões, distribuídas em 11 temas: Gestão; Audiências e Sessões; Serviços de Informações ao Cidadão (SIC); Ouvidoria; Tecnologia da Informação e Comunicação; Gestão Orçamentária e Financeira; Licitações, Contratos e Instrumentos de Cooperação; Gestão de Pessoas; Auditoria e Prestação de Contas; Sustentabilidade; e Acessibilidade.  A pontuação também influencia no resultado do Prêmio CNJ de Qualidade. Do total, 78 órgãos atingiram índice igual ou superior a 95% de cumprimento dos itens do Ranking, fazendo jus à pontuação correspondente nesse eixo. Nesse quesito, os órgãos que alcançam índice igual ou superior a 95% recebem 80 pontos, enquanto aqueles que atingem 100% de cumprimento recebe a pontuação máxima de 100 pontos. De acordo com a presidente da comissão, os resultados também demonstram a evolução contínua do poder judiciário brasileiro na promoção da transparência, da publicidade, do acesso à informação. “Mais do que números, eles refletem o empenho institucional de todos os tribunais, conselhos e das equipes técnicas envolvidas”, reconheceu.  A ministra destacou que a disponibilização de informações públicas qualificadas reduz assimetrias informacionais entre o Estado, o Judiciário e a sociedade. “Possibilita que o cidadão, o pesquisador, a imprensa, enfim, todas as organizações sociais avaliem esses resultados, identifiquem deficiências participem de maneira mais informada no aperfeiçoamento das políticas públicas”, acrescentou.  Em nome do CNJ, a ministra agradeceu a dedicação de todos os órgãos participantes. “Parabenizamos os resultados alcançados nessa nona edição do ranking. Eu vejo neste auditório homens e mulheres comprometidos com a transparência, com a justiça e com o Estado constitucional e democrático no Brasil”, concluiu.  De acordo com o Departamento de Gestão Estratégica (DGE/CNJ), alcançaram a nota máxima o Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), 14 Tribunais de Justiça Estaduais (TJs); 12 Tribunais Regionais Eleitorais (TREs); 14 Tribunais Regionais do Trabalho (TRTs), além do Tribunal Superior do Trabalho (TST) e o Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT).   Acesse o resultado do Ranking da Transparência 2026.  O Ranking da Transparência tem como finalidade incentivar os órgãos do Judiciário a apresentarem suas informações de maneira mais clara, acessível e padronizada, facilitando o controle social e ampliando a transparência pública. A iniciativa, coordenada pela Comissão Permanente de Eficiência Operacional e Gestão de Pessoas do CNJ, leva em conta as normas sobre o acesso à informação no Poder Judiciário e a aplicação Lei de Acesso à Informação.   Entre as informações a serem disponibilizadas publicamente pelos órgãos estão: os resultados do planejamento estratégico alcançados pelo órgão; o calendário das sessões colegiadas; as respostas às perguntas mais frequentes (FAQ); e se o órgão possui painel visual de informações relacionadas à TIC, que permita ao usuário filtrar, consultar e até extrair dados públicos.   Pesquisa  Durante a programação da 2ª Reunião Preparatória, também foram apresentados os principais resultados do Justiça em Números 2026; e da 2º Pesquisa de Percepção e Avaliação do Poder Judiciário.  Conforme dados consolidados do Justiça em Números, o Poder Judiciário encerrou 2025 com 75,5 milhões de processos em tramitação, o que representou uma redução de 3,4 milhões de processos em relação ao ano anterior, o que significa uma queda de 4,3%.   Quanto à percepção e avaliação do Judiciário, a pesquisa mostrou que o atendimento remoto e a tramitação eletrônica fazem parte da experiência predominante dos usuários da Justiça: 60,9% dos cidadãos utilizaram principalmente o atendimento virtual ou remoto. A preferência pelo ambiente digital é ainda maior entre os profissionais do Direito. A tramitação integralmente eletrônica é apoiada por quase 85% desse público. O sistema processual eletrônico também aparece como o canal preferido de comunicação com o Judiciário para 79,4% dos advogados, 85,9% dos defensores públicos e 84,3% dos integrantes do Ministério Público.  Acesse as fotos do evento: Texto: Lenir Camimura com colaboração de Mariana Mainenti Edição: Sarah Barros Agência CNJ de Notícias Número de visualizações: 66
24/08/2026 (00:00)
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