Presidência do Senado: eleição será só em 2027, mas já movimenta articulações em Brasília; saiba por quê
Alcolumbre manda recado ao governo Lula: 'Quem manda no Senado sou eu' A eleição para a presidência do Senado Federal deverá acontecer apenas em 1º de fevereiro de 2027, a 266 dias deste domingo (10), mas as articulações para definir quem sentará na cadeira mais importante do Poder Legislativo já começaram. O presidente do Senado, eleito para um mandato de dois anos, também comanda o Congresso Nacional, cabendo a ele a convocação de sessões conjuntas entre deputados e senadores para, por exemplo, a análise de vetos presidenciais. Ele é o terceiro na linha sucessória da Presidência da República, após o vice-presidente da República e o presidente da Câmara. O atual presidente, senador Davi Alcolumbre (União Brasil‑AP) foi eleito presidente em 1º de fevereiro de 2025, retornando ao comando da Casa após quatro anos e sucedendo Rodrigo Pacheco (PSB‑MG). Alcolumbre já havia presidido o Senado entre 2019 e 2021. 1 de 1
O presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente do Senado Davi Alcolumbre — Foto: MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Indicação de autoridades A indicação de autoridades, como ministros de tribunais superiores e agências reguladoras, precisa passar pelo Senado. O presidente da República envia o nome de sua escolha para o presidente do Senado, que tem que, a seu tempo, despachar a indicação para a Comissão de Constituição e Justiça (CCJ). A comissão sabatina o indicado e vota a indicação. A palavra final é plenário do Senado. Impeachment de ministros do STF Outra atribuição do presidente do Senado é a abertura de processos contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), procurador-Geral da República e advogado-geral da União, por crimes de responsabilidade. Só durante esta legislatura, de 2023 a 2026, o Senado recebeu 57 pedidos de representação contra 72 autoridades. A decisão pela tramitação ou não do processo é do presidente do Senado. CPIs Além disso, para que as Comissões Parlamentares de Inquérito (CPI), sejam elas mistas ou apenas compostas por senadores, passem a funcionar, os pedidos precisam ser lidos pelo presidente do Senado. Diferentemente da Câmara dos Deputados, que têm um limite de CPIs em funcionamento simultaneamente, o Senado não possui essa restrição. Há, por exemplo, pedidos para a instalação de CPIs à espera de leitura, para investigar o Banco Master, um no Senado e outro no Congresso Nacional. Existem também pedidos para investigar os ministros do STF e um específico para apurar a relação de Alexandre de Moraes, Toffoli e Daniel Vorcaro, dono do Banco Master.