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PF ouve ex-secretário da PM sobre cessão de fuzil achado em carro de Márcio Canella

1 de 2 Marcelo Menezes foi ex-secretário da Polícia Militar é a candidato a deputado estadual — Foto: Agência Brasil A Polícia Federal ouviu, na última sexta-feira (31), o ex-secretário da Polícia Militar do Rio de Janeiro e candidato a deputado estadual pelo PL coronel Marcelo Menezes de Nogueira, no âmbito do inquérito da Operação Unha e Carne. Os investigadores buscam informações sobre a cessão de um fuzil a um policial militar que atuava na segurança do ex-prefeito de Belford Roxo, Márcio Canella (União Brasil). A arma foi apreendida no início de julho por policiais federais na mala do carro utilizado por Canella, que foi preso em flagrante – e liberado dias depois para responder em liberdade. O então pré-candidato ao Senado – ele desistiu depois e vai concorrer a deputado estadual – disse que o fuzil achado no veículo era do seu segurança. A arma estava acautelada com o sargento Alexandre Paixão da Silva Júnior. Segundo a PM, o militar está cedido ao Departamento Estadual de Trânsito do Rio de Janeiro (Detran-RJ) desde outubro de 2025. O órgão é apontado pela PF como um reduto político de Canella. Em resposta ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), a Polícia Militar informou que o armamento foi retirado do paiol da Reserva de Material Bélico do Quartel-General da corporação, na Rua Evaristo da Veiga, no Centro do Rio, por determinação de Menezes. Por conta disso, o ex-secretário teve que se explicar. 2 de 2 Fuzil da PM encontrado no carro de Márcio Canella — Foto: Reprodução Segundo os investigadores, o Detran informou que, por estar lotado na Corregedoria do órgão, o sargento Alexandre Paixão não tinha necessidade funcional de utilizar um fuzil. Por isso, a PF quer saber o motivo de um armamento como aquela estar nas ruas. O g1 apurou que a PF investiga se o policial realmente exercia atividades no departamento ou se a transferência teve como objetivo exclusivo integrá-lo à equipe de segurança de Canella – recebendo dinheiro público sem exercer a função no Detran. O ex-prefeito foi preso durante a 6ª fase da Operação Unha e Carne, quando os policiais encontraram o fuzil no veículo utilizado por ele, então pré-candidato ao Senado. Canella foi autuado em flagrante por porte de arma de calibre restrito e permaneceu preso por três dias, até ser solto por decisão do ministro Alexandre de Moraes. Suspeita de uso irregular do armamento O depoimento do coronel Menezes faz parte do inquérito que apura a possível utilização irregular do fuzil. De acordo com fontes da Polícia Federal, a cessão do armamento é considerada atípica porque o militar que recebeu o fuzil não exercia, naquele momento, funções diretamente ligadas à Polícia Militar. Os investigadores buscam esclarecer em quais circunstâncias a autorização foi concedida e se houve descumprimento das normas que regulam a distribuição e o uso de armas de calibre restrito. Segundo pessoas ligadas à investigação, o fuzil permanece apreendido pela Polícia Federal enquanto as diligências prosseguem. O depoimento prestado por Menezes será encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso. A PF segue reunindo elementos para concluir o inquérito e apurar eventuais responsabilidades na cessão e utilização do armamento. O que dizem os citados Procurado pelo g1, por meio de sua assessoria de imprensa, o coronel Marcelo Menezes afirmou que não comentaria o caso. A Polícia Militar também foi procurada, mas não respondeu aos questionamentos até a última atualização desta reportagem. 🟩O g1 Rio está no GloboPop, o novo aplicativo de vídeos curtos verticais da Globo, disponível gratuitamente no seu celular. Lá no app, você pode seguir o palco do g1 Rio para não perder nenhum episódio. Baixe o GloboPop.
05/08/2026 (00:00)
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