Moraes deve decidir nesta semana se prorroga prisão domiciliar de Bolsonaro
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), deve decidir nos próximos dias se prorroga ou não a prisão domiciliar temporária do ex-presidente Jair Bolsonaro. O prazo de 90 dias venceu na última quinta-feira (25), mas o ministro ainda avalia o impacto da apreensão de uma arma do ex-presidente para tomar uma decisão sobre a extensão do benefício. Moraes deve levar em consideração para a extensão tanto o quadro de saúde do ex-presidente quanto o comportamento nos últimos três meses durante a domiciliar. Moraes manda PGR analisar se arma apreendida de Bolsonaro é 'falta grave' na prisão domiciliar Há expectativa de que os advogados de Bolsonaro se reúnam com Moraes no começo desta semana para tratar da prisão domiciliar. O que diz a defesa Segundo a defesa, a arma é devidamente registrada e estava com o ex-presidente antes da condenação e da prisão. Os advogados argumentam ainda que Bolsonaro "nunca foi comunicado sobre eventual cassação do registro da arma ou mesmo de início do processo administrativo necessário para tanto" e que, portanto, "a manutenção da arma era legítima". "Em nenhum momento, houve determinação de apreensão ou devolução da arma licitamente mantida pelo peticionário [Bolsonaro]. A arma permaneceu regularmente registrada perante os órgãos competentes durante todo o período", afirmaram os advogados. 1 de 1
Jair Bolsonaro — Foto: EPA via BBC A Polícia Civil do DF abriu um inquérito para apurar o caso e tomou depoimento do ex-presidente. Na oitiva, Bolsonaro admitiu que a pistola Glock 9mm é sua, e que a arma já estava em sua residência durante o cumprimento da prisão domiciliar, tendo pedido que o militar fizesse apenas um conserto na pistola. Ao delegado, Bolsonaro teria dito que “tinha três mulheres em casa" e que "não podia ficar desarmado”. A Procuradoria-Geral da República defendeu aguardar a conclusão do inquérito pela Polícia Civil do DF para avaliar se todos os elementos reunidos na apuração configuram falta grave.