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Relator do pedido para anular condenação de Bolsonaro, Nunes Marques tem rejeitado revisões de condenados do 8 de janeiro

Relator do pedido para anular a condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o ministro Nunes Marques tem acompanhado a maioria do Supremo Tribunal Federal (STF) na rejeição de revisões criminais de condenados pelos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. O Supremo recebeu 18 pedidos de revisão criminal de condenados pelos ataques e destruição das sedes dos Três Poderes – entre eles o de Bolsonaro. Até o momento, cinco casos foram analisados pelo plenário virtual do STF, sendo que três foram rejeitados e dois já têm maioria para serem recusados. Cada caso é analisado de forma inpidual e diante dos elementos concretos de cada processo. Em quatro desses casos, o ministro Nunes Marques acompanhou a maioria dos ministros contra os pedidos para derrubar as punições – seja por questões processuais, como falta de elementos novos, ou por considerar que o pedido pretendia rediscutir, de forma ampla, teses já analisadas no julgamento, tentando reabrir o debate sobre fatos e provas já analisados. Agora no g1 Fux e Mendonça têm pergido e votado para revisar condenações por crimes graves, como golpe e tentativa de abolição violenta do estado democrático de direito. Mantendo a punição pelo crime de deterioração do patrimônio tombado, com penas de 1 ano e 3 meses de prisão. 🔎A revisão criminal é um instrumento que permite a um condenado que já teve uma sentença considerada definitiva, portanto não tem mais chance de recursos, pedir a reavaliação do seu caso. Bolsonaro Em relação ao pedido da defesa de Bolsonaro, o ministro Nunes Marques deu prazo de 20 dias para manifestação da Procuradoria-Geral da República, que deve defender a condenação do ex-presidente pela Primeira Turma do Supremo a 27 anos e três meses de prisão. Nunes Marques dobrou o prazo para parecer da Procuradoria sob argumento da "complexidade do feito, que envolve o julgamento de ex-presidente da República". os advogados pedem a anulação total do processo contra o ex-presidente. argumentam que Bolsonaro deveria ter sido julgado pelo plenário do Supremo, e não pela 1ª Turma. Também apontam que a delação premiada de Mauro Cid, ex-ajudante de ordens, é nula. Alegam ainda que houve prejuízo para o contraditório e ampla defesa. A defesa também afirma que foram tratados como crimes atos que poderiam apenas ser considerados preparatórios e que não haveria “sequer indícios” de que Bolsonaro tivesse conhecimento de fatos pelos quais foi condenado. A medida não representa um novo julgamento e é considerada excepcional. O objetivo do instrumento é corrigir erros judiciários e precisa apresentar novos elementos de provas que possam comprovar a inocência como: comprovar que a sentença foi contrária à lei penal ou às provas do processo;comprovar que a sentença que se baseou em depoimentos, exames ou documentos falsos. Cabe ao plenário do Supremo, hoje com dez ministros, decidir: se o acusado será absolvidose a classificação do crime será alteradamodificar a pena anular o processo Esse instrumento não permite que a pena do condenado seja aumentada – o ex-presidente Jair Bolsonaro, por exemplo, foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por ter liderado uma organização criminosa que atuou para mantê-lo no poder mesmo após a derrota nas eleições de 2022. 1 de 1 Ministro do STF Nunes Marques — Foto: Rosinei Coutinho/STF
27/05/2026 (00:00)
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