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Quem é Alessandro Vieira, relator de CPI que pediu indiciamento de Toffoli, Moraes e Gilmar

CPI vota hoje pedido de indiciamento de PGR e 3 ministros do STF O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) é o relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado, cujo relatório deve ser votado na tarde desta terça-feira (14). Nele, o senador pede o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli, Alexandre de Moraes Gilmar Mendes, além do procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet. A atuação na relatoria da comissão reforçou o perfil do parlamentar, que tem como uma de suas bandeiras a luta contra a corrupção. 1 de 3 Senador Alessandro Vieira (MDB-SE). — Foto: Ascom A experiência na segurança pública ajudou a moldar sua imagem política. Desde o início do mandato, se apresenta como defensor de pautas ligadas ao enfrentamento do crime organizado e ao fortalecimento de mecanismos de controle institucional. Esse posicionamento o levou a assumir protagonismo em comissões parlamentares de investigação e em debates de grande repercussão nacional. Um dos debates em que esteve presente foi da chamada PEC da Blindagem, em 2025, quando assumiu a relatoria do projeto de emenda constitucional na Comissão de Constituição e Justiça do Senado (CCJ). Alencar também ressaltou que pesou na escolha de Alessandro Vieira, para aquela relatoria, o fato de o senador ser membro do MDB, um partido historicamente, segundo ele, ligado à luta pela democracia e justiça. 2 de 3 Senador Alessandro Vieira durante CCJ para votar parecer contrário à PEC da Blindagem — Foto: Geraldo Magela/Agência Senado Nas redes sociais, Vieira defendeu seu parecer contra a PEC: "Recebi do presidente da CCJ a missão de relatar a chamada PEC da Blindagem no Senado. Minha posição sobre o tema é pública e o relatório será pela rejeição, demonstrando tecnicamente os enormes prejuízos que essa proposta pode causar aos brasileiros", escreveu o relator. Relatório da CPI do Crime Organizado O relatório final da CPI do Crime Organizado, aponta que há indícios de crimes de responsabilidade por parte do PGR e dos ministros do STF Dias Toffoli, Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes. 🔎Este texto não é o final da CPI, já que o documento ainda precisa ser votado pela comissão. Os parlamentares ainda vão decidir se aprovam as propostas de indiciamentos e recomendações feitas pelo relator. A votação ocorre ainda nesta terça, data prevista para a conclusão dos trabalhos. ➡️As conclusões da CPI e o relatório final — desde que aprovados pela maioria dos integrantes do colegiado — devem ser enviadas ao Ministério Público Federal. É a PGR que analisa e decide se deve, ou não, fazer uma denúncia ao STF contra os investigados (entenda mais aqui). LEIA TAMBÉM Toffoli admite ser sócio de empresa que vendeu resort e nega amizade ou pagamentos de VorcaroMoraes viajou em jatos de empresa de Daniel Vorcaro pelo menos oito vezes no ano passado, diz jornalMaster pagou R$ 80 milhões a escritório de esposa de Moraes, apontam dados da Receita Segundo o senador, o documento já foi protocolado nos registros da comissão no Senado. No relatório, ele afirma que a CPI foi alvo de "flagrante limitação de recursos", agravada pelas "enormes barreiras políticas e institucionais levantadas enquanto as informações sobre fatos relacionados a figuras imponentes da República" começaram a ser investigadas. Por isso, entre os motivos de indiciamento, "é razoável que a decisão se concentre naqueles fatos e inpíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução e que podem ser sujeitos ativos de crime de responsabilidade". 🔎Crimes de responsabilidade são atos cometidos por presidentes, ministros e outros agentes públicos que ameacem a Constituição, a União, o funcionamento dos Poderes, os direitos políticos e a segurança interna, entre outros. A sanção é política, podendo resultar na perda do cargo ou na inelegibilidade. Segundo o relator da CPI, os ministros citados deveriam ter se declarado suspeitos para julgar o caso do banco Master no Supremo, devido a supostas relações de proximidade com os envolvidos no caso. Principalmente o dono do banco, Daniel Vorcaro.
14/04/2026 (00:00)
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